Casaca de couro

O dia não está bonito hoje?
Da janela eu vi o maribondo procurando pólen na árvore da frente, o céu se pintar de nuvens cinzas e água.
Por um segundo o mundo parou e tudo que se ouvia era o salto da menina, toc toc toc toc toc, marcando o compasso pro vento, incessante e sorrateiro.
Parece que vivo para esses momentos, quando ganho de presente, uma migalha que seja, de casa. Não a minha casa física, aquela de tijolos e nascer do sol, mas o meu refúgio na alma.
Não sei o que é, nem como é. Não sei como chegar.
Quando o vento sopra quente, o cheiro de terra sobe, quando tem certo silêncio e o barulho é só uma ilusão dos ouvidos, está lá longe, lá onde ninguém vive. Principalmente o vento.
Só aí sei que estou no meu lugar.

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