O que não cabe

Estava tentando ficar mais leve para escrever aqui. A vida transcorreu igual entre acordar e dormir. Mentira. Estou mentindo, não teve nada de igual. Não existe tal coisa chamada de rotina. A não ser que a gente seja um robô. Bem queria ser um robô, não seria má idéia.

3 eclipses esse mês. Ontem teve um poderosíssimo. Fez até o sangue descer. Fiquei pensando se não foi por isso que senti tanto essa semana. Isso e os tropeços. Senti muito. Beiradinha, sabe? Nessas horas eu penso muito em Deus, mas fico me achando muito fútil. O medo nos deixa bobos.

Penso em rezar e fico dividida entre o lado que não acredita e o lado que precisa. Por isso eu sou lunar. É meio brega isso? Mas qual é, minha divindade existe há mais tempo que tudo que se possa opinar.

Por enquanto, eu posso opinar sobre moda, por exemplo. Mas tem gente melhor falando sobre isso. Penso em falar sobre livros e filme. E por falar nisso, assisti “Na última estação” esses dias. Sobre os últimos de Tolstoi. Já leu Tolstoi? Também não. Ainda. Gosto de pensar que minha avó Leonor sabia tudo sobre os russos, sobre filosofia e que ela também era uma contempladora da vida. Eu queria falar com ela sobre Tolstoi. Eu falo com minha mãe sobre literatura e sinto muito orgulho disso.

Andei chateada com gente que gosta de apontar. Quando fui ver, o dedo mais alto era o meu.

Não é fácil quebrar o espelho, quanto mais andar com ele na frente.

Anúncios

Uma opinião sobre “O que não cabe

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s