O dia que conheci meu mestre

Eu chorei com o programa sobre família.

Depois, não me aguentei no programa sobre nascimentos.

Me debulhei em lágrimas – minha avó gostava de falar assim- até na rua.

Carros, postes, um turbilhão de amor.

A cidade e todos nós.

Maldisse, pensei, procurei incansavelmente o calmante natural mais preciso do mercado.

Tinha aquela festa, não quis ir por obrigação.

Fiz café, limpei, depois cozinhei, até fritei.

O vinho caiu bem, a noite passou.

Mulungu é o poder, ele falou.

Mais café, mais pão, frio e calmaria; está tudo tão bom.

Não ontem, pensei, mas hoje passou.

Passiflora é erva doce, sabia?

Não sabia, nem liguei. Será efeito placebo?

Vimos umas séries, ele trabalhou, bateu de novo um medo.

Minha mãe ligou, rimos como sempre, ele me chamou.

Não ele, o outro ele. O ele que eu estava esperando.

Nem sabia que era possível.

Crazy Wisdom foi a lição.

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