Temporário

Então tudo bem, temos um acordo, mas não temos mais um elo.
Mas aí, de tanto praticar o acordo, talvez um novo elo se forme.
Se vai ser da cor que eu desejo, se vai ser da sua cor, do que importa?
Amar é muitas vezes estar errada, amar às vezes é odiar, amar é deixar que a grande máquina de fabricar pinos suba para bater com força total na criação de novos parafusos para pendurar os quadros nas paredes.
Os quadros de ninguém, já que perdemos o elo.
Será a arte morta e minimalista da falta de um sentimento em comum que vai decorar o grande salão dos acordos praticados,
como se amor fosse simples assim, de seguir.
Como se apertos de mão selassem o que só músculos que tocam o peito podem selar.
Mas tudo bem, empacotaremos a produção do dia, durante todos os dias de mais essa jornada,
até que isso vire mais uma rotina para colocarmos na nossa história de tantos anos.
Não aquela quantidade que você falou, aquela estava errada,
estamos no próximo numero par.
Mas errar também é amar, até que os erros transformem o amor e outros amores apareçam para novos erros.

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