To be wild

Não faz muito, mas isso é só uma pegadinha dele, o tempo.
Antes que percebamos, passou tudo, passaram as pessoas.
Vejo quem vem, quem nasce, vejo as paredes da casa subirem do alto do meu esconderijo.
3 cômodos no meio de Copacabana, onde fincamos as estacas da nossa descoberta.
Tinha você, tinha elas, eles, tantos amores passaram sob o sol, que brilhou algumas vezes, disto não podemos nunca nos esquecer.
Pela primeira vez, respeito a memória dos anos que engrossaram meu sangue e de tanto vê-lo pingar – incontáveis são os tapetes estragados -, como ignorar que já nem sei mais se fui ou se sou?
Um tango para todos vocês, um folk histérico para aqueles dias, um lindo rock Pernambucano irá agitar a última festa, como aquelas da nossa juventude.
Quantas juventudes podemos ter em uma vida?
Quem quer saber, babe?
Quem pergunta?
Se ligarem, diga que não estou.
Ninguém quer mais saber, nem de mim, nem de você.
Mas, continuamos aqui, não continuamos?
Fincamos nossa bandeira aqui e sempre iremos enxergá-la, de onde quer que seja.

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