Se você fosse sincera, Aurora

A festa é de momo mas, quem aproveita é o povo. Tanta sede de diversão, como se vivêssemos sob regras puritanas, faz todo mundo extravasar o que não precisa ser extravasado.

Quem sabe faz ao vivo e deixa o celular em casa; mil vezes melhor que perder, playboy, pro malote do bloco.

Quem não sabe tira foto de comida, do chopp gelado, do flagrante inevitável, faz pose na frente da bateria.

A festa é da alegria, da alegoria. Tanta diversão força a barra dos de corpo mole. Ler mil vezes quantas carnes de carnaval há por aí é como bloco superlotado: você não sabe para aonde está indo, vai empurrado pela massa. Dançando, ok, mas empurrado. Lá pelas tantas começa até a achar divertida a cerveja quente, o suor do moço sem camisa que passa se esfregando – é a festa do esfrega-esfrega – ou a menina bêbada que vomita bem pertinho dos seus pés.

E ai de quem colocou nas redes sociais que preferia um cineminha! Vaias, críticas e até comentários sobre uma suposta depressão. Não existe lugar no mundo para quem não gosta do alalaô. Como eu.

Não me xinguem, é pura verdade.

Se brindamos nas ruas a democratização, vamos respeitar na vida as alegrias alheias.

Mas, que lindo que lindos todos vocês e suas fantasias, seus trocadilhos, suas marchinhas. Espero ano que vem ver tudo de novo.

Do conforto do meu lar, que fique claro.

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