Vida selvagem

E todos aqueles cadernos, aonde depositei as confusões daquele tempo, você viu? Ultimamente só lembro do meu primeiro poema de protesto, mesmo que só recentemente tenha entendido o que era um poema de protesto. Era um papel de seda e eu fiz duas copias com papel carbono, já prevendo que um dia haveria o desejo de multiplicar.
Eu não tenho mais saudade de você mas, quando vejo um garoto bonito do meu jeito, sinto uma coisa apertando um lugar do meu corpo que eu nem sei se existe. Eles são raros, sabe? Os meus garotos bonitos? Ultimamente minha brincadeira preferida passou a ser achá-los como se o mundo inteiro fosse um grande tabuleiro de caça ao tesouro e, por isso, meu olhar ficou aguçado como um gato selvagem que sai à noite para caçar.
Com você não foi diferente e, toda que vez que te vejo andar de longe, meu fôlego acaba como se fosse tudo de novo, como se você fosse completamente diferente e mesmo assim, ainda o mesmo rebelde assanhado cheio de idéias próprias, valores altíssimos, coração enorme e algumas cicatrizes que não vai garantir nada e, por isso mesmo, me dar tudo que eu quero.

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