Depois do último, vem o primeiro

A cortina dança tirando minha atenção enquanto você insiste em conversar sobre qualquer coisa que não me interessa.
Eu penso apenas que poderia beber mais uma cerveja
e contenho a bicha louca que mora dentro de mim mas,
só porque eu estou fora da minha zona de conforto.
Ela é uma diva, meu lado gay, e eu sinto falta da sua,
principalmente quando ela fica escondida atrás dessas mãos tão pequenas.
Quando criança, a coluna ereta, o cabelo reto, os pés que nunca cresceram
e a única vontade que me guiava pela vida era a de ser reconhecida.
Não o nobel, sim a empatia.
Ainda estou ponderando e publicar aquele ultimo poema que, eu sei, poderá te magoar,
é o que toma meu tempo.
Mas, alimento um prazer imenso de ter conseguido dizer a verdade
que no final, nem tem tanto a ver com você, mais do que tem comigo.
Eu ainda ando pelas ruas criando diálogos e também ando de ônibus imaginando a vida
e se tiver uma janela à minha disposição, pode ter certeza que é lá que eu estarei.
O horizonte é a coisa que mais me interessa esses dias.
No máximo a dança de alguma cortina. Nada mais.

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