Você não sabe nada de small talk

Nunca mais escrevi poesia. Nunca mais.
A poesia foi embora, ela se esgotou de mim.
Nenhum vento, nenhum sussurro.
Nunca mais escrevi nada.
Mentira, meu diário não me deixa mentir.
Nem me deixa na mão.
Ultimamente, tudo que eu quero é entender.
Não me entenda mal, poesia, de onde você estiver;
você me ajuda muito.
Você é meu filtro, meu rivotril.
Mas é que ultimamente, acho que preciso do rivotril de verdade.
Só que eu não tomo nada. Eu tenho preguiça de remédio.
Eu gosto de sentir medo de não dar conta.
Eu gosto de andar na ponta da faca.
Mas me sinto vazia sem você.
Você foi meu sonho, meu voo, durante esses últimos anos.
Acho que você me salvou.
Te descobrir, te explorar, te desvendar foi a melhor terapia.
Eu preciso de terapia agora que eu me sinto, que eu sinto.
Tudo diferente, depois de você.
Nunca mais escrevi poesia. Nunca mais.
Eu já amei tudo que eu tinha que amar até agora.
Agora eu estou à espera.

Agora eu espero pra ver como será, o que vai preencher. Você nunca mais me preencheu. Então eu faço o que tenho que fazer. Mergulho, mergulho. Prendo a respiração e espero.

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