o brooklyn é um moinho

eu quero tanto ver aquarius, quero tanto ver os dois últimos filmes da anna muylaert, ando me sentindo tão sozinha longe do meu país que baila nesse momento importante de transição que tudo que eu quero é ouvir música brasileira, ler na língua portuguesa, ver arte brasileira, eu nunca pensei que isso fosse acontecer, sempre achei a maior besteira o ufanismo exagerado, mas agora ando numas de orgulho forte de pertencimento, de ser lá do nordeste, e estou muito emocionada com o monte de lucidez que tenho visto, as pessoas acordando, é incrível a força poética que os insights provocam, aliás, cada vez mais enxergo a poesia como o grande caminho, mas também ando tão cansada com as separações que tudo isso provocou e no entanto aceito como sendo normal, finalmente percebo o tal do efeito colateral, o lance é que às vezes o que vai embora é alguém que amamos de verdade e aí como ficamos? tempos de muita concentração, não há dúvidas. somos todos ingênuos, de uma forma ou de outra, nas nossas paixões, mas certas coisas são explícitas demais para serem ignoradas.
eu quero tanto ver aquarius e os dois últimos filmes da anna muylaert, ando me sentido tão sozinha longe do meu país que já até comecei a fantasiar que o brooklyn não passa de um pedaço de copacabana.

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2 opiniões sobre “o brooklyn é um moinho

    • Ana, obrigada pelos elogios. É muita generosidade sua, com tantos anos nessa estrada da escrita, deixar um comentário pra mim. Uma beijoca e volte sempre! :*

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