Lia Valengo

photoQuando eu era criança, minha mãe, no lugar de me colocar na terapia, me deu caderno e lápis e começou a elogiar qualquer coisa que eu escrevia. Foi quando eu entendi que tinha que escrever para viver.

Aí eu cresci, virei redatora publicitária, mas não sem antes desistir de tudo e virar estilista. O que durou pouco. Voltei para publicidade, passei um tempo arquiteta de informação, trabalhei em uma start up de compras coletivas e agora eu estou um pouco disso tudo no vasto mundo do conteúdo.

Muitas coisas me definem muito bem, mas gosto de pensar que a maior de todas, que permeia todas as outras, é o fato de que eu dou muito importância ao que está ao meu redor. Talvez por isso, seja mais incisiva do que você entenda, mais autoritária do que você gostaria, fale mais a verdade do que você está acostumado. Eu não sou fácil, mas você também não é. Meu objetivo é que possamos viver em comunhão.

Amo de onde venho. Sou polaca por parte de pai e sertaneja por parte de mãe. “Me criei” tomando banho de açude, limpando bucho de bode, bebendo leite tirado direto da vaca e subindo em pé de jambo. Ainda bem que meu marido resolveu encarar. Casei com o amor da minha vida e tudo que eu mais desejo é manter minha sanidade e a poesia para encarar a selva de pedra como se ela fosse a Fazenda São Paulo.

Não sei se acredito em Deus, mas acredito em tudo que se possa imaginar, inclusive em você, principalmente na arte, em primeiríssimo lugar nas forças da natureza. Acho que eu sou uma força da natureza.

Digo amém todo dia para ele, propriamente o dia, e vou dormir em paz.

Ainda quer falar comigo?

liavalengo@gmail.com

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3 opiniões sobre “Lia Valengo

  1. Marilia , meu nome é Rosemeri , sou amiga das antigas da sua tia Alair . Em 1978 fui passar ferias em J.P. segurei vc no colo , uma garotinha esperta , com olhinhos ja bem curiosos , vcs moravam em Baieux. Depois não me lembro mais quando , passei para visitar a familia Valengo em uma viagem de ferias pelo nordeste . Nesta epoca vcs ja estavam morando na praia . Vc deveria ter uns sete anos . Durante o periodo q a familia me hospedou vc não saia de perto de mim , curiosa , cheia de perguntas sobre mim e de onde eu vinha . De muitas historias a mais incrivel foi quando conversando com sua mãe sobre religiåo e espiritualidade eu falei que lia o oraculo IChing para me orientar . Entåo vc q acompanhava tudo atentamente falou : minha mãe , então ela é catimbozeira ? Rimos muito e vc insistente querendo entender . Nesta noite vc dormiu no mesmo quarto q eu e ficamos conversando muito . La pelas tantas mãe abriu a porta e disse : vcs nao vão dormir não ? Obedecemos mas tenho certeza q em nossos , nesta noite , continuamos a conversa.
    Estou muito feliz em ver a pessoa sensivel e criativa q vc continua sendo , sua mãe q me passou o blog e eu estou encantada com sua arte . Vou acompanhar e divulgar . Bjos

    • Oi Rosemeri, fiquei feliz demais com essas recordações. Mais ainda com o fato de você ter gostado dos textos. 🙂 Confesso que não lembro muito desse período que vc trouxe à tona, mas gostei demais de me imaginar uma criança curiosa. Volte sempre por aqui ou lá no facebook. Beijocas!!!

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