Maral

Quando vejo aquela foto
que nunca tiramos
os copos de cerveja em cima da mesa
e uma garrafa de vinho
me apaixono por nossos cabelos assanhados.
Venta tanto daquele lado do jardim
que mal ouvimos nossas risadas
com dentes escancarados.
Os sonhos flutuando sobre nossas cabeças
vão embora com um sopro delicado
do príncipe da noite, ou do tempo infalível
que faz nascer o sol, nos dizendo que tudo acaba.
As vestes variadas nos distinguem
mas mantemos as pernas cruzadas
avisando que ali, sem sexo e sem parto,
não queremos ser homem nem mulher
mas aceitamos uma bebida, por favor
porque não terminamos de brindar
e desconfio que jamais iremos
deixar de agradecer.

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